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A Canção do Amor

Postado por Valéria Rezende 4 de janeiro de 2011

Por Valéria Rezende


Falar sobre amor não é tarefa tão difícil, tornou-se comum estar presente em músicas, poemas, na televisão e até mesmo em recados de redes sociais. Por mais que pareça estar em toda parte, toda frase e em todo o tempo, biblicamente falando, o amor é algo precioso. Quando pensamos num texto bíblico sobre esse assunto, logo nos vem a mente João 3.16, sem dúvida é uma revelação tremenda! Mas o amor, na sua essência e êxtase de emoções está em Cântico dos Cânticos.
Salomão, filho de Davi, era Rei em Israel. Um dos homens mais ricos já vistos na Terra. Era sábio e, além das suas belas palavras no livro de Eclesiastes, escreveu os 8 capítulos de Cânticos dos Cânticos. É um livro bíblico que parece estar "fora de contexto", "fora do lugar". Para muitos, incompreensível. No entanto, tem a maior revelação do amor de Cristo pela Igreja.
Ao falar sobre cabelos, lábios e seios, não conseguimos conceber a ideia de que estas palavras podem mesmo ser de Jesus, O Cristo, para nós.
No Capítulo 2, verso 2, o noivo compara sua noiva à uma flor. O livro todo discorre em metáforas, em figuras de linguagem que podem logo ser classificadas como incompreensíveis. 
Em Cântico dos Cânticos, percebemos que não é apenas a noiva que anela e deseja Seu amado, mas Ele também a deseja. No Capítulo 7, verso 10 diz: " Eu sou do meu amado, e Ele tem saudades de mim." Isso, sem dúvida é mais que transcendência. Por quê Cristo desejaria tanto estar com a Igreja?
Na verdade, o livro de Cântico dos Cânticos faz referência às bodas do Cordeiro, ao casamento entre o noivo e a noiva. Mas nós não estamos acostumados a enxergar Cristo assim. Fala-se do Senhor como Amigo, como Redentor, como Pai, como Irmão. Não o vemos como noivo, logo é difícil entendermos as palavras de Salomão. Afinal, Salomão, com certeza estava extasiado nesse mesmo amor que descreve esses 8 capítulos.
" As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios afogá-lo...", assim o noivo diz em Cântico dos Cânticos 8.7a. É um 'recital poético'altamente apaixonado, onde foram usadas as palavras mais profundas e mais belas. Dizer sobre um selo de amor num coração, dizer que este amor é forte como a morte tem brasas de ciúme. Uma revelação completamente distinta do que achamos que é o amor de Cristo pro sua Igreja.
Em Oséias e Apocalipse temos a testificação do que Salomão estava falando: A cerimônia espiritual entre Cristo e a Igreja.  
Ouvimos dizer sobre o amor de Deus, que entregou Seu Filho, mas não acaba por aí. Agora temos a experiência de um amor que quer se unir ao nosso, em um laço eterno. Estranho, não? Pensar em Cristo como noivo, a Igreja como sua prometida. Imaginar que Ele, Deus altíssimo, tem desejo por sua noiva e até mesmo ciúme dela!
Mas deixando os preconceitos de lado - já que esse é o trato para conversarmos nessa coluna- esse amor desesperado descrito no livro de Salomão é o verdadeiro. Quando começamos a nos aprofundar no entendimento de que Cristo quis morrer e, morreu unicamente para nos ter, não será tão difícil imaginar que desejaria viver conosco. 
Afinal, foi esse mesmo Cristo que, disse que prepararia um lugar para estarmos junto dEle e é esse noivo que bate na porta da noiva, desejando vê-la. (Cântico dos Cânticos 5.2)
Não me surpreenderia portanto, se Ele nos comprasse um belo vestido cor de névoa e nos chamasse para a valsa.




2 comentários

  1. Anurb... Says:
  2. De todas as definições de amor que eu ja li o descute sobre,essa materia relata o amor de Deus para com a humanidade e sua ecencia de uma maneira muito clara, pois ela destaca textos chaves que descreve a intimidade dele para com nós "os seres que se acham tão racionais", mas que muitas vezes esquecem do valor da fé e da única função do amor... Que entregar!!

     
  3. Acho que eu me surpreenderia...rsrs

    Bjos

     

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