Por: Danielle Contieri
"Os eventos de anime, amigo, serão extintos."
Cada vez mais se ouve falar
O termo Otaku e em certa medida até a popularização de desenhos e histórias em quadrinhos japonesas no país se deu graças a primeira revista especializada de anime e mangá no Brasil – a “Animax“.Em tal revista este público passou a ser rotulado de Otaku( originalmente, em japonês um tratado respeitoso na segunda pessoa – “sua casa” ou “sua família) gerando, assim grande polêmica pois para alguns a distorção do termo foi algo totalmente pejorativo e sensacionalista, abrindo uma vala entre antigos e novos fãs que perdura até hoje.Com a exibição da série Dragon Ball pela tevê Brasileira junto com a revista lançada em 1996, consolidou-se, então a grande afeição por tais gêneros.
O gênero se tornou mais popular a cada dia, abraçado por empresas como Yamato surgiram os primeiros eventos de anime, estes que cresceram e contam com um público de até 120 mil pessoas, como o Anime Friends que teve sua primeira edição em Julho de 2003 e desde então se tornou o maior evento de anime da América Latina. Agora você deve estar se perguntando: Ok. Tudo parece mil maravilhas, porque diabos você disse que eles serão extintos? – Simples, caro leitor, com a grande popularidade do tema vem também à banalização. Os eventos estão cada vez mais sendo freqüentados por públicos extremamente distintos, abrigando salas com temas variados que vão de Crepúsculo a Harry Potter, 30% do público que freqüenta tais locais se quer gosta de anime, aqueles que freqüentam eventos a algum tempo reclamam da falta de organização e das salas cada vez mais genéricas bem como a super lotação e, muitas vezes a total falta de organização e comprometimento das empresas organizadoras. Um exemplo foi o Anime Dreams de 2010, uma grande lastíma – evento mega lotado, gente passando mal, falta de organização, revista extremamente genérica, para não dizer inútil (muitas pessoas entraram com bebidas e até gás lacrimogêneo), falta de respeito e informação por parte dos staffs, etc... – Os eventos de anime andam se inspiram no transporte público: Mais lotados, caros e com muita gente sem bom senso dentro.
É por essas e outras que o público que realmente é fã migra para pequenas reuniões, bem como eventos de pequeno porte. No futuro talvez esses locais sofram uma total metamorfose e virem uma grande feira de coisas que estão na moda, afinal o que conta é o lucro. E para aqueles que concordam com a situação lastimável só resta esperar e torcer.

Por: Danielle Contieri
Zombies ate my neighbors é um jogo de ação produzido pela LucasArt e distribuído pela Konami em julho de 1993 para plataformas Mega Drive e Nintendo. Com gráficos divertidos e muito bem feitos logo se tornou um símbolo cult da época.
O jogo se passa em uma espécie de invasão zumbi, trazendo personagens engraçados e bizarros, como bebês gigantes que te esmagam, crianças armadas com machados e até mesmo o maníaco do massacre da serra elétrica.
Sua missão é salvar seus vizinhos dos monstros, para que assim a próxima fase seja liberada.A primeira vista, não parece um jogo muito interessante, porém existem vários pontos no jogo que chamam atenção, como por exemplo as armas, estas vão desde engradados de refrigerante até bazucas.


Estamos cansados de ouvir ou sermos chamados de nerds, e muitas vezes aqueles que o fazem se quer sabem o significado de tal palavra, assim como a maioria dos rótulos é usado de forma genérica e com conotação depreciativa, para designar alguém que se dedica muito a alguma coisa.Ser nerd é ser obcecado por algum assunto específico que normalmente foge do contexto geral e do gosto de grande parte da sociedade. Muito se fala sobre a origem dessa expressão, uns dizem que se deriva de Northern Electric Research and Development (Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da companhia Northern Electric do Canadá, hoje Nortel), outros dizem que o hábito veio de alguns alunos do MIT (Massachussets institute of technology ou Instituto de Tecnologia de Massachusetts; em português), que apelidavam os alunos menos sociáveis de Knurd ( Drunk , “bêbado em inglês”), clara analogia ao contrário de estar bêbado, ou seja estar focado em algo, sóbrio. Mais tarde o termo passou a ser escrito “nerd” devido a sua pronúncia. Em 1970 o estereótipo nerd explodiu, trazendo a tona a imagem que se tem hoje sobre essa “tribo”. Passando a aparecer em filmes, séries e quadrinhos como pessoas extremamente inteligentes, com péssimo gosto pra moda, totalmente tímidas e excluídas do contexto social, normalmente alvo preferido para bulliyng.Desde então, qualquer indivíduo que demonstre um certo conhecimento a mais sobre algum assunto ligado a esse universo é rotulado de nerd. Com o tempo a mídia engoliu as características da tribo e hoje é mais do que comum vermos produtos destinados a esse tipo de público, como por exemplo o sitcom americano “The Big Bang Theory”, que apesar de ser totalmente clichê retrata bem os gostos dos que vivem dentro deste universo. Outro ponto importante é a diferença de nerd para CDF’s, pois muitas vezes os termos se misturam e acabam se tornando a mesma coisa na mente das pessoas; CDF’s são aquelas pessoas extremamente focadas nos estudos escolares, ou seja: exatas, humanas e biológicas; nerds são aqueles que sabem tudo o que não deveriam saber, não necessariamente alguém que vá bem nos estudos. Ainda hoje, muitas pessoas que se encaixam nessa descrição sofrem preconceitos, principalmente estudantes; Pois no contexto normal você deve gostar de sair, ser bronzeado, ir para baladas, saber as fofocas do Big Brother Brasil, ler toda e qualquer “literatura” fútil que exista, isso se você não for um analfabeto funcional ( aquele que sabe mas não lê) . Penso que ser nerd é viver nesse e em outros universos, é conseguir se desprender das coisas diárias para se dedicar a algo que você ama, seja isso um game, saga, série, livro ou coisa que o valha; Ser diferente por condição ( e maldição) e se orgulhar disso. 
Por:Danielle Contieri
