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O Discurso do Rei / The King’s Speech (2010)

Direção: Tom Hooper

Roteiro: David Seidler

Direção de Fotografia: Danny Cohen

Direção de Arte: Netty Chapman

Trilha Sonora: Alexandre Desplat

Gênero: Drama

Origem: Reino Unido

Duração: 118 minutos

Estrelando: Colin Firth, Geoffrey Rush 
  
Sinopse: Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realiza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes. Quando sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), o leva até Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta de fala de método pouco convencional, George está desesperançoso. Lionel se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, de forma a tornar-se seu amigo. Seus exercícios e métodos fazem com que George adquira autoconfiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a coroa, após a abdicação de seu irmão David (Guy Pearce). À medida que a Inglaterra se aprofunda na Segunda Guerra Mundial, a voz do rei e os seus discursos se tornam mais exigidos.

Comentário - Crítica

“Filme bem feito tecnicamente e correto até demais. Os destaques são as atuações e a direção segura. Mas fica a sensação de estar faltando algo. Ironicamente uma obra que, como seu protagonista, tenta se expressar e não consegue.”

Não mereceu. Começo dizendo que O Discurso do Rei não mereceu ser premiado com o prêmio máximo do Oscar. E o mais irônico nisso tudo, é que o mesmo não mereceu exatamente por tanto se esforçar, pois é plenamente visível que o filme possui um formato moldado pra agradar a Academia. Apesar de achar injusta sua vitória, não acho que este seja um filme ruim, longe disso, a obra é tecnicamente impecável, o problema é que o diretor parece saber, e acaba se exibindo através de suas lentes, mostrando sua película como uma Ferrari, porém sem gasolina, sem algo pra dizer. Na verdade, em alguns momentos, a vontade de mostrar algo é explícita, mas como o próprio Rei George VI, o filme parece sofrer de uma gagueira em seu roteiro, se esforçando pra discursar e falhando, completamente engasgado. Algumas cenas são sim, muito forçadas, restando apenas Colin Firth, como George VI, e Geoffrey Rush, como Lionel Logue, pra salvar o resto da total frieza, com suas interpretações extraordinárias, formando um elo de amizade extremamente comovente entre seus personagens. Quanto a Helena Bonham Carter, no papel de Rainha Elizabeth (esposa de George VI), não se tem muito a dizer. Não faz feio, mas também não se destaca, é inofensiva durante todo o filme, e só.
  
  
“Você conhece alguma piada?” | Lionel Logue
“[engasgo]... Timing não é meu ponto forte” | Rei George VI


“Seus métodos são heterodoxos e controversos” | Rainha Elizabeth

Não há como negar. É uma produção impecável em setores isolados (cenário, figurino [...]), mas que sim, falham quando tentam trabalhar num todo. A fotografia, por exemplo, é inicialmente encantadora, se utilizando de lentes exóticas do diretor, conhecidas como “lentes olhos de peixe”, que distorcem a imagem através de grandes ângulos, causando um efeito, como dito, (inicialmente) encantador, porém, é algo que após um tempo perde seu charme.





Imagens ilustrativas do efeito causado e das lentes utilizadas para tal.

Enfim, o diretor se preocupa tanto com a técnica, que acaba esquecendo-se do mais importante, da história a ser contado, do roteiro em si. Que no caso, apesar da boa, porém simples, estrutura inicial, não tem um conflito com força suficiente pra segurar a atenção do espectador durante todo o filme. Assim, são usadas algumas trapaças narrativas, nos manipulando emocionalmente a todo tempo, de uma maneira forçada e chantagista. Os (poucos) momentos realmente divertidos e interessantes do filme podem ser – quase que inteiramente – vistos no trailer. Obviamente, com exceção do final, que apesar de não ser arrebatador, se torna grandioso por causa do show de interpretação que Colin Firth dá, com suas hesitações e seus engasgos absurdamente verdadeiros. Num ápice ao final, é verdade, só que apresentado gradualmente ao longo da trajetória de George VI.


“A Nação acredita que quando [bloqueio]... falo, falo por eles, mas não consigo falar.” | Rei George VI

Precisava-se de um Rei e nos é dado um príncipe. Realmente, com grande poder e potencial, porém, ainda despreparado, imaturo e cru por demais. O pior é que o mesmo ainda fora coroado. E o que fica é o vazio, o silêncio de um discurso que não empolgou como deveria.


  •     AVALIAÇÃO: 7.5/10




CURIOSIDADES   


 - Inicialmente o papel principal foi oferecido a Paul Bettany, que o recusou alegando que queria passar mais tempo com a família. Posteriormente, o ator lamentou publicamente tal decisão;

- No filme, Guy Pearce interpreta o irmão mais velho do personagem de Colin Firth. Na verdade ele é sete anos mais novo que Firth;

- Este é o 2º filme em que Timothy Spall interpreta Winston Churchill. O anterior foi Jackboots in Whitehall (2010);

- As filmagens tiveram que ser adequadas à agenda de Helena Bonham Carter, ocupada devido às gravações de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 (2010) e Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 (2011);

- As filmagens ocorreram entre 13 de novembro de 2009 e janeiro de 2010;

- Após a cerimônia do Oscar foi relançado nos cinemas americanos em nova edição, que retirou as cenas em que o rei George VI falava palavrões. Chamada de "versão família", ela foi lançada visando uma censura mais branda;

- Seu orçamento foi de US$ 15 milhões.


PREMIAÇÕES 


OSCAR (2011)
Ganhou
Melhor Filme
Melhor Diretor - Tom Hooper
Melhor Ator - Colin Firth
Melhor Roteiro Original

Indicações
Melhor Ator Coadjuvante - Geoffrey Rush
Melhor Atriz Coadjuvante - Helena Bonham Carter
Melhor Direção de Arte
Melhor Fotografia
Melhor Figurino
Melhor Trilha Sonora
Melhor Edição de Som
Melhor Edição

GLOBO DE OURO (2011)
Ganhou
Melhor Ator - Colin Firth

Indicações
Melhor Filme
Melhor Diretor
Melhor Ator Coadjuvante - Geoffrey Rush 
Melhor Atriz Coadjuvante - Helena Bonham Carter
Melhor Roteiro
Melhor Trilha Sonora

BAFTA (2011)
Ganhou
Melhor Filme
Melhor Filme Britânico
Melhor Ator - Colin Firth
Melhor Ator Coadjuvante - Geoffrey Rush
Melhor Atriz Coadjuvante - Helena Bonham Carter
Melhor Roteiro Original
Melhor Trilha Sonora

Indicações

Melhor Diretor - Tom Hooper
Melhor Fotografia
Melhor Figurino
Melhor Maquiagem
Melhor Desenho de Produção
Melhor Som
Melhor Edição

INDEPENDENT SPIRIT AWARDS (2011)
Ganhou
Melhor Filme Estrangeiro

GOYA (2011)
Ganhou
Melhor Filme Estrangeiro

SAG AWARDS (2011)
Indicações
Melhor Elenco
Melhor Ator - Colin Firth
Melhor Ator Coadjuvante - Geoffrey Rush 
Melhor Atriz Coadjuvante - Helena Bonham Carter

FESTIVAL DE TORONTO (2010)

Ganhou
Melhor Filme

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“Os Brutos também amam, assistem filmes, e choram.”


Existem diversos filmes que nos fazem rir, indo do pequeno sorriso ao canto da boca seguido por “hum, hum”, até as verdadeiras gargalhadas absurdamente sonoras. Existem também aqueles que nos incomodam, negativa ou positivamente, nos deixando inquietos, seja pelo desconforto de alguma idéia apresentada ou por suas imagens que chocam.
Mas poucos conseguem nos emocionar ao ponto de chegarmos ao pranto, às lágrimas. É claro que isso pode variar de acordo com o próprio sistema emocional de cada indivíduo ou até mesmo da identificação ou não do espectador para com a história contada. O fato é que o choro é o pico mais alto onde um filme pode nos levar, o momento máximo do envolvimento da plateia com a obra em si. Algumas pessoas chegam até a associar imediatamente o “filme em que mais choraram” como seu “filme predileto”, por vezes precipitada e exageradamente, outras nem tanto. Existem, porém, aquelas que optam por esconder tal ação (na maioria, homens), seja por vergonha, orgulho e etc. Cabe a mim, como homem e eterno apaixonado pela sétima arte, dizer aqui, que não acho nada vergonhoso chorar ao assistir um filme, seja por uma cena, uma música, uma interpretação, uma história, um desfecho, um detalhe ou por um misto de tudo. Vergonhoso é se emocionar, e fingir que o que bate interiormente de si é uma britadeira, e não um coração.

Feita a admissão de que sou um completo chorão com o cinema (risos), vamos à algumas pequenas análises dos 5 filmes que mais me emocionaram/fizeram chorar. Vale lembrar que é uma lista extremamente pessoal, ou seja, só porque eu me emocionei com tais obras, não quer dizer necessariamente que o mesmo acontecerá com você. Além é claro, que serão citados filmes deixando um pouco de lado a parte técnica em si, pois o importante aqui será o coração e o sentimento presente nas histórias e não somente a qualidade da filmagem. Porém, nesse caso, lhes indico todos.


5º - A Vida é Bela, 1997 (Direção: Roberto Benigni)


Mágico, é a melhor descrição. A pureza contida é tão forte que chega a ser inacreditável que um homem, infectado como ele o é, tenha feito esse filme. Destaque imenso para a grande atuação de Roberto Benigni (também diretor do longa), iluminado em seu papel e, aqui, lembrando muito Charles Chaplin. Uma obra com toque divino dos céus, contando a mais podre das histórias, a da guerra. A Fantasia pra destruir a dura realidade, a inocência contra a maldade, o amor sobre o ódio. Impossível não se emocionar! | Trailer

4º - Magnólia, 1999 (Direção: Paul Thomas Anderson)


Nove situações terminais para serem contadas, nove pessoas perdidas a serem encontradas. Pétalas de uma mesma magnólia, desabrochada e encarando o céu em busca de respostas. Um final intrigante, com referências ao livro bíblico de Êxodo, e que funciona, junto às canções de Aimee Mann presentes na obra, como alimentador da esperança na raça humana. Lágrimas cairão como uma forte chuva repentina. | Trailer

3º - O Curioso Caso de Benjamin Button, 2008 (Direção: David Fincher)


Filosofia pura. Baseado em um conto homônimo datado de 1921 sob a autoria de F. Scott Fitzgerald, O Curioso Caso de Benjamin Button é a história de um homem anormal por “envelhecer ao contrário”, porém, comum por não poder alterar ou parar o tempo, mesmo que esse haja de maneira diferente com ele. Um filme reflexivo e poético para se analisar intensamente a passagem de nossas vidas e mostrar que cada um, tem sim, um objetivo nela. A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18. Ou não. | Trailer

2º - Dançando no Escuro, 2000 (Direção: Lars Von Trier)


Um musical imaginário criado na mente da protagonista, Selma, pra servir como uma válvula de escape, e disfarçar sua realidade trágica. Intenso, da confusão de cores com som instrumental em sua cena de abertura, ao lento subir da câmera em seu desfecho silencioso. Uma denúncia do diretor aos norte-americanos, taxados aqui como aproveitadores, e ao ser humano em si, impuro e cruel em sua essência mais obscura. Um filme que traz lágrimas para podermos purificar nossas vistas, e assim, enxergar luz na escuridão. | Trailer

1º - A Felicidade Não Se Compra, 1946 (Direção: Frank Capra)


Um filme natalino sem Papai Noel, simples e motivador. Feito para acharmos um caminho, um propósito e nosso lugar em meio à imensidão. Mais que um filme, um abraço acolhedor de um amigo nos dizendo “conte comigo”. Trazendo uma das mensagens mais lindas de todos os tempos na história cinematográfica e, um final feito pra desidratar qualquer coração mole de tanto chorar. | Trailer



E você, já se emocionou com um filme a ponto de derramar lágrimas? Esqueça a vergonha, e comente abaixo quais foram aqueles que realmente conseguiram tocar seu coração. Até o próximo “chororô”.

LER


Cisne Negro / Black Swan (2010)

Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Mark Heyman (roteiro), Andres Heinz
(argumento e roteiro), John J. McLaughlin (roteiro)
Direção de Fotografia: Matthew Libatique
Trilha Sonora: Clint Mansell
Gênero: Drama/Suspense
Origem: Estados Unidos
Duração: 108 minutos
Estrelando: Natalie Portman, Mila Kunis and Vincent Cassel





Sinopse: Lago dos Cisnes requer uma bailarina capaz de interpretar tanto o Cisne Branco com inocência e graça, quanto o Cisne Negro, que representa malícia e sensualidade. Nina (Natalie Portman) se encaixa perfeitamente no papel do Cisne Branco e é a primeira escolha do diretor Thomas Leroy (Vincent Cassel). Mas surge uma concorrente: a nova bailarina Lily (Mila Kunis), a própria personificação do Cisne Negro. As duas desenvolvem uma amizade conflituosa, repleta de rivalidade, e Nina começa a entrar em contato com seu lado mais sombrio, com uma inconsequência que ameaça destruí-la.

Comentário – Crítica

Qual é o preço da perfeição?

Um filme que te seduz pra o medo, te tira da posição de espectador e te faz viver as cenas. Uma experiência sensorial profunda. Arrepiante!

Aronofsky conseguiu! Sabe-se que um filme funcionou em todos os aspectos quando de fato toca nas pessoas que o assistem, seja de maneira que a divirta, que a faça chorar, ou criando alguma identificação da história contada ou das personagens para com o público, ou seja, qualquer coisa que mexa de verdade com o espectador. Na verdade assistir à Cisne Negro é muito mais que apenas uma experiência sentimental ou emocional, é física. A tensão que é criada no filme transborda da tela e faz com que o envolvimento com a trama seja tanto a ponto de enganar corpo e mente, então surge uma forte ilusão de que se esteja vivendo as situações apresentadas e não mais apenas assistindo-as. Constata-se isso pelo fato de que quando a bailarina Nina (Natalie Portman) sente medo o mesmo é refletido em quem assiste, e isso se repete em demais sensações, como a ansiedade, a preocupação e a dor, dentre outras.

O diretor aqui tem muito mérito em tais positividades, com uma montagem(1) impecável e clima criado que pode até mesmo fazer o espectador duvidar do que é real e irreal na história, entretanto não podemos esquecer que Natalie Portman é fundamental para o filme se tornar tão grandioso; a opressão que sua personagem sente da mãe (Barbara Hershey) é passada aos poucos de maneira muito verdadeira e intensa. Opressão essa que é dada por um caráter não tão original como o resto do roteiro: frustrações na carreira de Erica Sayers, mãe de Nina e ex-bailarina. Felizmente, o que poderia se tornar clichê(2) se torna crível e verdadeiro com a ótima interpretação de Barbara Hershey, que em suas cenas de ciúme e superproteção pela filha, chega a assustar.

A extrema sensualidade envolvente que o filme possui é apenas a cereja do bolo – te seduz para o medo e para a posição de vítima – empregada em parte pela mão do diretor e parte pelo elenco feminino, com destaques para Mila Kunis perfeita no papel com sua cínica e sedutora Lily, também bailarina, e é claro para Natalie Portman que interpretando a frágil Nina não é nada menos que apaixonante.

  
Apesar do lado feminino se destacar no filme, Vincent Cassel representa bem a parte masculina, e é outro inspiradíssimo em seu papel, que vive aqui Thomas Leroy, um arrogante, porém brilhante diretor artístico e idealizador responsável pela idéia de uma nova versão de “O Lago dos Cisnes”, desnuda, com abordagem profunda e real como o próprio a define. Seus pontos mais altos acontecem nos momentos onde tenta provocar um lado mais obscuro da puritana Nina, cenas essas espetaculares.

 “- Sinta meu toque, responda a ele. Vamos!” | Thomas Leroy

 “- Em quatro anos, sempre que você dança, noto sua obsessão pela perfeição, mas você nunca se solta. Nunca! Tanta disciplina para quê?” | Thomas Leroy
“- Só quero ser perfeita.” | Nina

A maravilhosa trilha sonora(3), em seus trechos brutos e pesados contribui bastante para a carga psicológica – nos momentos de maior insegurança de Nina – que mixada ao clima tenso da trama pode sim te fazer arrepiar. Por outro lado “O Lago dos Cisnes” é uma composição que dá as cenas de dança um toque muito maior de leveza e beleza que apenas se soma a já ótima estética de tais cenas. Ponto aqui para a fotografia(4) de Matthew Libatique, direção de arte(5), e para os movimentos de câmera, principalmente ao desfecho, onde acontece o belíssimo espetáculo final.

Enfim, um filme bonito em físico e na alma, mas que também sabe ser amedrontador.
Um filme que mais que assistir é importante sentir.
Um filme que choca, mas também sabe te emocionar.
Um filme que mostra o inimaginável, o lado podre da perfeição. Sim, pois no fim todo cisne branco possui interiormente um cisne negro. Uns o libertam, outros não.

“A única pessoa no seu caminho é você.
É hora de se libertar.
Solte-se!”
Thomas Leroy

  •     AVALIAÇÃO: 9.5/10




Curiosidades

- O ator Vincent Cassel comparou seu personagem com George Balanchine, um dos fundadores do New York City Ballet. Segundo Cassel, Balanchine era "um verdadeiro artista, que tinha um controle neurótico e usava a sexualidade para comandar seus bailarinos";

- Cisne Negro foi o filme de abertura do Festival de Veneza 2010;

- Seu orçamento foi de US$ 17 milhões.

- O nome da atriz Meryl Streep chegou a ser cogitado para viver Erica, mas o personagem ficou com Barbara Hershey;

- Blake Lively fez testes para o papel de Lilly, mas foi Mila Kunis quem acabou levando. A sugestão por Kunis, inclusive, foi de Natalie Portman;

Premiações

OSCAR (2011)
Ganhou
Melhor Atriz - Natalie Portman

Indicações
Melhor Filme
Melhor Diretor - Darren Aronofsky
Melhor Fotografia
Melhor Edição

GLOBO DE OURO (2011)

Ganhou
Melhor Atriz - Drama - Natalie Portman

Indicações
Melhor Filme - Drama
Melhor Diretor - Darren Aronofsky
Melhor Atriz Coadjuvante - Mila Kunis

BAFTA (2011)

Ganhou
Melhor Atriz - Natalie Portman

Indicações

Melhor Filme
Melhor Diretor - Darren Aronofsky
Melhor Atriz Coadjuvante - Barbara Hershey
Melhor Fotografia
Melhor Figurino
Melhor Maquiagem
Melhor Edição
Melhor Desenho de Produção
Melhor Roteiro Original
Melhor Som

INDEPENDENT SPIRIT AWARDS (2011)
Ganhou

Melhor Filme
Melhor Diretor - Darren Aronofsky
Melhor Atriz - Natalie Portman
Melhor Fotografia



SATELLITE AWARDS (2010)
Indicações
Melhor Diretor
Melhor Atriz - Drama - Natalie Portman
Melhor Direção de Arte & Desenho de Produção
Melhor Figurino
Melhor Trilha Sonora Original

______________________________________ 

Notas

(1) Processo que consiste em selecionar e organizar, ordenar e ajustar na edição os planos (cenas e sequências) de um filme a fim de alcançar o resultado desejado - seja em termos narrativos, informativos, dramáticos, visuais, experimentais, etc;

(2) Um clichê (do francês cliché), chavão ou lugar-comum é uma expressão idiomática que, de tão utilizada e repetida, desgastou-se e perdeu o sentido ou se tornou algo que gera uma reação má em vez de dar o efeito esperado, ou seja, imagem ou idéia muito repetida, estereotipada;

(3) São extratos da música instrumental composta para o filme e canções que nele se ouvem, em alguns casos acontece o uso de canções e composições não-originais;


(4) É toda a parte visual da imagem, as câmeras, os planos e ângulos, a película, as tonalidades, as cores e etc;

(5) Concepção visual de toda a produção, que inclui a cenografia, o figurino, a maquiagem, os adereços, dentre outros;

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2010 foi um ano que teve de tudo no cinema. Desde Blockbusters bem ao estilo “arrasa quarteirão” como “Alice no País das Maravilhas” em uma versão mais pop de Tim Burton, até filmes menores, muito mais introspectivos, como “Tetro” do mestre Francis Ford Coppola (diretor da trilogia “O Poderoso Chefão”). O fato é que foi um grande ano para o cinema, com surgimento de novos talentos e reaparição de outros já consagrados, vide Woody Allen estreando dois novos filmes (“Tudo Pode Dar Certo” e “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos”), Roman Polanski com “O Escritor Fantasma” e o próprio Coppola já citado, com sua nova obra, “Tetro”, que apesar de ter sido produzido e finalizado em 2009, só chegou em 2010 no Brasil, sendo divulgado pelo próprio cineasta em sua vinda ao País.

Foi também um ano de extremos nas bilheterias, alguns filmes chegaram a arrecadação de um bilhão de dólares (vide “Alice no País das Maravilhas”), outros não conseguiram nem pagar seu próprio valor de produção e foram totais fracassos de público, caso de “Scott Pilgrim Contra o Mundo”. O interessante aqui, é que o primeiro citado, apesar do sucesso de público, não obteve o mesmo desempenho com a crítica, já com o segundo o inverso ocorreu. Chega a ser irônica a situação, porém nada bacana, e serve mais uma vez pra mostrar que nem sempre ser um sucesso de bilheteria significa ser também um bom filme. Segue a baixo a lista com os filmes que mais faturaram no ano de 2010 onde se pode perceber que as animações estavam em alta:


1- Toy Story 3: US$ 1,06 bilhão | (5ª maior bilheteria da história) 
2- Alice no País das Maravilhas: US$ 1,02 bilhão | (6ª maior bilheteria da história)
3- Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1: US$ 945,9 milhões | (10ª maior bilheteria da história)
4- A Origem: US$ 825,4 milhões | (25ª maior bilheteria da história)
5- Shrek Para Sempre: US$ 750 milhões | (37ª maior bilheteria da história)
6- Saga Crepúsculo: Eclipse: US$ 693,6 milhões | (43ª maior bilheteria da história)
7- Homem de Ferro 2: US$ 622,1 milhões | (52ª maior bilheteria da história)
8- Meu Malvado Favorito: US$ 542,2 milhões | (69ª maior bilheteria da história)
9- Como treinar seu Dragão: US$ 494,9 milhões | (81ª maior bilheteria da história)
10- Fúria de Titãs: US$ 493,2 milhões | (83ª maior bilheteria da história)



Dentre os tantos filmes que foram lançadas no ano que passou, assisti alguns e decidi por fazer uma lista elegendo os dez melhores em minha opinião, para servir tanto como discussão sobre tais obras como para indicação a quem ainda não os assistiu.

10º - Como Treinar o Seu Dragão (Direção: Dean DeBlois e Chris Sanders)

Como Treinar o Seu dragão é, ao lado de Shrek (2001), a melhor animação já feita pela Dreamworks, mixando personagens super carismáticos com roteiro bastante divertido, que traz além de tudo uma mensagem muito bonita sobre a amizade. Olhos mais atentos poderão até perceber algumas referências simbólicas quanto ao mal do preconceito e à importância da adaptação em todos os sentidos, principalmente nos casos de deficiência. Uma história que vale ser apreciada tanto por crianças como por adultos. Avaliação: 9.0 | Trailer

9º - As Melhores Coisas do Mundo (Direção: Laís Bodanzky)

Um retrato bem próximo da “realidade adolescente” atual e que mostra o quão doce e cruel a mesma pode ser. Um filme pra calar a boca de quem diz que o Brasil só sabe fazer filme de favela. Avaliação 9.0 | Trailer

8º - Kick-ass – Quebrando tudo (Direção: Matthew Vaughn)

Como ainda ninguém tentou ser um super-herói? Milhões de pessoas sofrem abusos, são mortas, assaltadas e sempre fica em nossas mentes a sede pela justiça, entretanto pouco fazemos. É disso que o filme trata. Como seria se no mundo real alguém tentasse ser um super-herói, e fazer justiça com as próprias mãos, porém, diferente das histórias em quadrinhos, sem super poder algum. Avaliação: 9.0 | Trailer

7º - Ilha do Medo (Direção: Martin Scorsese)

Um thriller psicológico angustiante feito pelo mestre Martin Scorsese, que aqui conta com um roteiro surpreendente. Vale o destaque para Leonardo DiCaprio, muito mais maduro no seu modo de encenar e inspiradíssimo no papel do detetive Teddy Daniels. Avaliação: 9.5 | Trailer

6º - Scott Pilgrim Contra o Mundo (Direção: Edgar Wright)

Scott Pilgrim conhece uma garota por quem se apaixona. Até aí tudo normal. O problema é que terá que enfrentar seus sete ex-namorados malignos para poder ficar com ela. Uma das melhores adaptações de história em quadrinhos já feitas e com certeza um dos filmes mais divertidos e engraçados de 2010. Vale destacar que é uma das obras mais revolucionários dos últimos tempos em seu estilo de narrativa e linguagem, recheada com referências a cultura pop/nerd. Avaliação: 9.5 | Trailer

5º - Cisne Negro (Direção: Darren Aronofsky)

Um filme que te tira da posição de espectador e te faz viver as cenas. Uma experiência sensorial profunda. Arrepiante! Avaliação: 9.5 | Trailer

4º - Toy Story 3 (Direção: Lee Unkrich)

Toy Story 3 fecha com perfeição à uma das melhores e mais criativas trilogias que o cinema já conheceu. Se Toy Story (1995) e Toy Story 2 (1999) fizeram parte da sua infância como fizeram da minha, será impossível conter as lágrimas ao final emocionante desta história. Avaliação: 10 | Trailer

3º - A Rede Social (Direção: David Fincher)

Possuindo diálogos afiados e extremamente inteligentes é com toda certeza um dos filmes que mais simboliza o que foi esta década. Expõe presente e futuro. Um filme perfeito tecnicamente, e desde já um clássico moderno. “O Cidadão Kane” da nova era. Avaliação: 10 | Trailer

2º - A Origem (Direção: Christopher Nolan)

É Christopher Nolan mostrando a todos que um blockbuster pode sim ter conteúdo e um cérebro. Uma profunda trama sobre o que o homem tem de mais natural e intrigante, o sonho. Avaliação: 10 | Trailer

1º - Tropa de Elite 2 (Direção: José Padilha)
Poderoso, grandioso e acima de tudo corajoso. Que traz orgulho e nos mostra a vergonha. Mais que isso, um filme necessário. O inimigo agora é outro minha gente, e é muito maior do que se podia imaginar. Avaliação: 10 + 1 | Trailer


Indico de verdade que assistam a todos, valem a pena sem exceção. Quem não concordar com algum filme da lista ou achar que faltou algum podem comentar abaixo. Ou melhor, mostrem quais foram pra vocês os melhores fazendo também uma lista. Cinema é pra isso mesmo, ser discutido.



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