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Por Valéria Rezende
Vivemos num êxtase de pensamentos. As coisas mudam num intenso estalar de ideias que mal conseguimos registrar. Essa corrida desacelerada pela inovação é ambiente comum do cenário artístico criativo.
Empresas de todo o mundo contratam profissionais para atuarem como "seres pensantes" e através desses pensamentos acrescentam novidades à produtos, marcas e até mesmo pessoas.
Ás vezes o redesign de um logo, outras uma propaganda para a televisão. Pode ser um cartaz eficaz ou um "jingle bobo" que fica na cabeça. São armas (ou armadilhas) utilizadas frequentemente, seja pra recuperar uma empresa num tempo de crise, desbancar um concorrente ou chamar a atenção do público.
Designers s]ao os pensadores em questão e, eles estão em toda a parte: na capa do seu cd favorito, decidindo as cores do logo da coca cola, estampando uma camiseta, no videoclipe do U2 e na sinalização do metrô.
Projetar, criar, inovar: verbos comuns à essa "irmandade" que existe há tanto tempo, mas têm alcançado um espaço vasto e "fama" só agora.
Para quem acha que esses profissionais só precisam de boas horas em meditação e outras na frente de um computador para fazer ideias surgirem, errou. Em geral, tudo depende de 3 fatores: talento, criatividade e repertório. O talento é nato, a criatividade pode ser trabalhada e o repertório depende da bagagem e interesse que se tem.
Além de tudo, esse universo de ideias depende muito de combustíveis sensoriais. É necessário entender a marca/produto, é preciso despertar uma paixão pelo que se cria. Trata-se de um romance que passa a existir entre a criação e o criador.
Tudo o que existe precisa de cuidados. Você não ia gostar nenhum pouco que o símbolo do seu time tivesse seu visual alterado por alguém que não conhece a história, nunca vestiu a camisa e não sabe o que á paixão.
E se, de repente resolvessem trocar o símbolo da Apple por qualquer outro desinteressante e óbvio?
Designers com repertório e combustíveis sensoriais não seriam capazes disso! Porque entendem que por trás de um simples projeto há uma grande história.
Então concluímos nossa conversa assim. Mas, antes de desligar o computador olhe bem para o logo do Windows e, se for assistir tv observe bem os "jingles martelantes" e, antes de dormir escove os dentes olhando firmemente para a tipografia do creme dental.
As ideias estão à solta: tente fugir delas.
* Rob Janoff - já ouviu falar dele?
A empresa Apple Computers que já tinha um logo criado por Roy Wayne decide dar "nova cara" a empresa.
Assim, Janoff tornou-se o designer do logotipo mais famoso do mundo todo. Em entrevista, afirma acerca da sensação de ter criado um logo que não representar apenas a maior companhia de computadores do planeta, mas traduz uma ideia, um estilo de vida (afinal existem muitos macmaniacos, rs) :
"É uma espécie de uma coisa pessoal. É um bocado como ter um filho.
Você está muito orgulhoso dele."
- Logos da Apple. 1ª versão por Roy Waynes. - Tatuagens da Marca
Por que uma maçã?
A primeira ideia de logo da Apple mostrava Newton abaixo de uma árvore (macieira). A ideia mudou um pouco, e Steves Jobs gostou de ideia. Em geral, não há uma explicação concisa a respeito, o próprio Janoff admite que tem medo de que todas as especulações a respeito do conceito do logo não sejam a verdadeira inspiração.
Mas é divertido ver como as pessoas olham para a maçazinha e pensam em como é intrigante. Seria símbolo de luxúria e de conhecimento? Talvez.
O que se sabe é que Rob Janoff transformou a pequenina Apple em uma marca mundialmente conhecida. (e isso tudo através de uma simples maça mordida)
Por Valéria Rezende
Estamos na era do tudo comunicar. Nunca foi tão fácil (e tão instantâneo) a comunicação. Através de salas de bate papo, telefone celular ou emails: estamos conectados à esse movimento que explodiu com facilidade nos últimos anos. A imagem é o principal recurso utilizado para transmitir uma mensagem. Para falar a verdade, o primeiro recurso que o homem utilizou para transmitir uma mensagem foi a imagem (lembra-se das pinturas rupestres nas cavernas?)
Desse tempo pra cá, o homem foi adaptando esse recurso, porque afinal, a imagem é o melhor método para se expressar e, a busca pelos avanços nessa área (através de pesquisas e especulações) só testificam essa afirmação.
Após longos estudos de Leonardo da Vinci, a invenção da caixa¹ e a polaróide², hoje achamos extremamente comum e necessário a fotografia. A fotografia faz parte do nosso cotidiano, é usada para fins diversos (desde investigações à perfis de redes sociais).
Na tradução original: foto - luz, grafia - registro, "registro de luz". Esse registro viajou muito até chegar aos nossos celulares e iphones. Antigamente, as câmeras eram de uso restrito apenas parte da população e era utilizada para situações mais importantes(não que postar novas imagens no facebook não seja, não é?)
Lembra-se dos filmes? Lembra-se da expectativa que gerávamos dentro de nós para que as fotos fossem reveladas? Época diferente. Hoje temos imagens circulando via bluetooth e podem ser facilmente perdidas, descartadas, alteradas. E
Essa grande mudança nos proporcionou vantagens inúmeras, porém não é errado afirmar que, a arte da fotografia foi banalizada. Quem conhece fotógrafos sociais? Quem aqui tem um filme preto e branco em casa? Tudo sumiu. Afinal, ninguém precisa mais disso, todos temos uma Cybershot em casa ou uma câmera compactada em qualidade VGA no celular.
Acho que, se os tantos pesquisadores e colaboradores da descoberta do "registro de luz" tivessem a oportunidade de verem o quanto evoluímos nesses estudos e nossos inúmeros recursos de imagem, com certeza comporiam belíssimos retratos da vida, do pensamento e das ideias. Pensariam, antes de apertar o disparo, elaborariam fotografias que não registrassem apenas faces bonitas, mas sentimentos soltos e a realidade tal como ela é. A ilusão da facilidade e da inclusão sufocam as possibilidades de um retrato mais autêntico, de uma registro mais profundo... O valor se perde, quanto mais acessível um produto se torna.
E, enquanto, conversamos aqui, as imagens continuam a rodear o planeta, a provocar reações e emoções. A manusear todo o entendimento, a encher corações e mostrar soluções. Revelar dados e aplicar conceitos, fascinar ou iludir... As imagens falam, e isso é o bastante.
Imagem da primeira fotografia permanente
do mundo feita por Nicéphore Niépce, em 1825.
Notas:
¹ : Em 1888, a Kodak introduziu a primeira câmera de "caixa". Ela consistia de um jogo de lentes e um disparador de velocidade simples. O melhor de tudo era o fato de que a câmera carregava filme sufuciente para 100 fotos. Modelos mais recentes, lançados nos anos 50 incluíam flash.
²: Empresa que fabricava um tipo de câmera que "imprimia" as fotografias instântaneamente.
Por Valéria Rezende
Nesse tempo de festas todos são mais carismáticos, amigáveis. Muitos se reconciliam, é muito bonito tudo isso!!
Pesquisando por aí, encontrei na internet um vídeo ótimo que ilustra muito bem esses sentimentos. Além de ser um conto de inverno, é uma animação idealizada por um cara muito criativo.
Acredite pessoas assim existem, e existem muitas delas!
O vimeo é um ótimo site de compartilhamento de vídeos criativos feitos por pessoas cheias de ideias!! E eu que o diga, fazer um vídeo não é nada fácil, são horas de trabalhom revisões, melhorias, cortes, emendas, finalização e tanats outras coisas.
A produção de um vídeo vai desde o cronograma de desenvolvimento à escolha da trilha sonora, sem contar que computadores nos decepcionam muito, e infelizmente, sempre travam na hora que mais precisamos deles! Por isso sempre é bom sempre estar salvando seu projeto para não correr o risco de perdê-lo assim, tão fácil.
Então galera, aí fica a dica de uma aspirante: divirta-se e surpreeenda-se!
A produção de um vídeo vai desde o cronograma de desenvolvimento à escolha da trilha sonora, sem contar que computadores nos decepcionam muito, e infelizmente, sempre travam na hora que mais precisamos deles! Por isso sempre é bom sempre estar salvando seu projeto para não correr o risco de perdê-lo assim, tão fácil.
Então galera, aí fica a dica de uma aspirante: divirta-se e surpreeenda-se!
Winter Tale from Sergey Yazvinsky on Vimeo.
Por Valéria Rezende.
Fim de ano é tempo para inovações. Na tv, por exemplo, surge vários quadros, minisséries e programações especiais. Nem tudo é tão proveitável, mas a intenção é a mesma: atrair público.
Fim de ano é tempo para inovações. Na tv, por exemplo, surge vários quadros, minisséries e programações especiais. Nem tudo é tão proveitável, mas a intenção é a mesma: atrair público.
O cinema é boa opção no fim do ano. É marcado por muitas estréias de filmes que, estavam sendo esperados durante o ano todo. Deixando essa dica de lado, 2010 foi o ano da revolução da imagem. A tecnologia 3D tomou conta das telas do cinema (e também da TV), sobretudo, depois do bem sucedido desembarque nas salas de cinema em 2009, onde filmes como Avatar, Up-Altas Aventuras e Monstros vs Alienigenas mostraram o quanto essa tecnologia de 3ª dimensão era atrativa e, claro, muito rentável.
Para falar a verdade, o trabalho para preparação de um filme em 3D conta com muita diposição e paciência. A produção de um ambiente tridimensional utiliza de ferramentas diversificadas, como: sombras, texturas, tamanhos relativos de diferentes objetos e muitas outras.
Embarcar na 3ª dimensão é embarcar numa grande ilusão, já que as animações enganam os olhos e o cérebro ao fazê-los pensar que realmente estão num espaço tridimensional e não, de frente para uma tela de cinema. O resultado é ótimo e super realista, por aí explica-se o grande sucesso da tecnologia.
A tecnologia 3D não é novidade, antigamente já existia. Acredite se quiser, mas, por mais incrível que pareça, essa tecnologia vem sendo desenvolvida há mais de 100 anos. O marco inicial da 3ª dimensão pode ser considerado com a criação do estereoscópio, esse aparelho possuía 2 lentes que enviavam ao cérebro imagens de uma mesma cena. Isso mesmo, o que hoje evoluiu para os óculos 3D.
Em 1953,a "A Casa de Cera" foi o 1° filme 3D produzido por um grande estúdio de Hollywood, a Warner.
Avatar é conhecido hoje, como maior bilheteria 3D do cinema, mas até sua criação esse posto pertencia a "The Stewardesses" (1969), um filme pornográfico em tecnologia 3D que faturou nos EUA U$ 27 milhões, quantia extraordinária para o período.
Então por que essa tecnologia tem sido tão aplaudida e comentada nos dias atuais se já existe há tanto tempo?
Bom, isso deve-se pela evolução do 3D. Os filmes antigos exigiam o uso de um óculos com uma lente vermelha e outra azul ou verde, essas lentes forçavam o olho a enxergar a seção vermelha da imagem e a outra, a seção azul ou verde. Por causa das diferenças entre as lentes, o cérebro interpretava como uma imagem de 3 dimensões. Essa tecnologia não era tão precisa, a colocação da imagem final diferia da real, sem contar nas dores de cabeça e náuseas que o uso desses óculos provocam.
A tecnologia 3D digital (atual) utiliza sistema de polarização ao invés de cores diferentes. Essas lentes polarizadas filtram apenas ondas de luz que são logo alinhadas numa mesma direção. O cérebro interpreta isso como uma imagem tridimensional contínua. Nos filmes que utilizam essa tecnologia as imagens ficam um pouco embaçadas, quando vistas sem óculos.
Na verdade, o 3D antigo torna o filme um show, cheio de efeitos muito artificiais. Essa tecnologia digital permite que, conte-se a história, que as cenas acontecam sem provocar tantos artifícios, já que o objetivo principal do 3D digital é a ilusão de profundidade um tanto realista.
Poisé, o 3D, apesar de estar sendo pesquisado há tantos anos, apenas nesse ano de 2010 atingiu seu êxtase e sucesso, claro, agora mais evoluído e atraente.
(vídeo de chamada para filme "A Casa de Cera" (1953), em tecnologia 3D)






